Imagem: Sérgio Savarese (adaptação). Licença: Creative Commons BY
Reportagem: Mario Gazzola
O luto bateu forte nas quadras. O basquete brasileiro se despede nesta sexta-feira, dia 17 de abril de 2026, de um dos seus maiores símbolos: morreu Oscar Schmidt, aos 68 anos, em decorrência de uma parada cardiorrespiratória. O atleta lutou contra um glioma no cérebro por mais de uma década.
Oscar construiu uma trajetória única no esporte. Habilidoso e com uma capacidade impressionante de pontuar, acumulou quase 50 mil pontos e se tornou o maior cestinha da história dos jogos olímpicos: marca que consolidou sua fama internacional e lhe rendeu o apelido de "Mão-santa" tanto pela imprensa quanto por seus torcedores.
Participou por cinco vezes consecutivas das olimpíadas entre 1980 e 1996 defendendo a camisa da Seleção Brasileira de Basquete Masculino, com performances históricas como: 55 pontos nas Olimpíadas de 1988 contra a Espanha; 46 pontos nos Jogos Pan-Americanos de 1987 contra os Estados Unidos; e 52 pontos contra a Austrália no Mundial de 1990. Acumulou seis medalhas de ouro, duas de prata e quatro de bronze em diferentes competições.
Teve passagens de destaque tanto no Brasil quanto na Europa. No Brasil, defendeu as camisas do Palmeiras, do Sírio, do América do Rio, do Corinthians, do Bandeirantes/Mackenzie e do Flamengo, onde terminou a carreira. No exterior, jogou por clubes como Juve Caserta, Pallacanestro Pavia (na Itália) e Valladolid (na Espanha). Colecionou títulos e reconhecimento por onde passou.
Em sua trajetória, aconteceu uma oportunidade de jogar na NBA pelo New Jersey Nets, mas recusou: na época (1984), a FIBA não permitia que jogadores da NBA atuassem pela seleção. A escolha marcou sua carreira, reforçou sua ligação com o país e o permitiu manter sua presença na Seleção Brasileira.
Recebeu homenagens importantes ao longo dos anos, incluindo a entrada nos principais salões da fama do basquete mundial. O falecimento de Oscar Schmidt encerra um capítulo fundamental na história do esporte brasileiro. No entanto, seu legado vive na memória da torcida e na influência que exerceu sobre gerações de jogadores.
Descanse em paz, guerreiro. Sua grandeza como atleta e ser humano ficam. Nossos sentimentos e condolências à família e a todos que viam neste ídolo um exemplo de resiliência, garra e disciplina.
