Imagem: Oleg Bkhambri. Licença: Creative Commons BY-SA
Reportagem: Mario Gazzola
A escolha dos goleiros convocados pelo Don Carletto é decente. Se pá, seria a posição que mais inspira confiança nas escalações, MAS!!! Para alguns torcedores, existe uma diferença entre "bons goleiros" e "ganhadores de copas" por comparação: é que, na percepção popular, não temos mais a grandeza de um Taffarel ou de um Marcos na geração atual. E na boa? Os caras são mesmo símbolos de redes seguras e troféu nas mãos. Só que hoje em dia o Brasil ainda tem SIM goleiros de elite mundial, mesmo sem a aura mítica de antigamente.
Alisson Becker, revelação do Colorado e agora defendendo o Liverpool na terra dos Beatles desde 2018, é um paredão e foi campeão com os Reds ano passado pela segunda vez. Conquistou também uma Champions, um Mundial de Clubes, uma Supercopa, uma FA Cup, uma EFL Cup e um Community Shield. O cara tem posicionamento, leitura de área, regularidade e uma ótima saída pelo alto: só que ele carrega uma sombra injusta por causa de eliminações anteriores da seleção. Muita gente associa escalação de copa a jogador milagroso, e o Alisson é muito mais técnico do que cinematográfico.
Já o Ederson, é modernidade no gol: excelente com os pés, seguro na saída de bola e ideal para equipes que constroem jogadas desde trás, coisa que encaixa certinho no jeitão do Ancelotti. E o Weverton, transmite experiência e regularidade com perfil mais clássico em posicionamento, reflexos e liderança.
Tirando as comparações e olhando na frieza, essa goleirada aí faz parte dos melhores do mundo há anos! Se o Ancelotti conseguir compactar o time, até porque o futebol é um esporte coletivo e qualquer goleiro fica ainda mais gigante quando o sistema defensivo ao redor funciona, os caras podem crescer tanto em percepção pública que a galera cética vai ter de calar a boca!
E aí entra um ponto importante sobre o Signore Carlo: o estilo dele depende muito de estrutura defensiva sólida, e tem tudo para consertar o contexto de time desorganizado com defesa exposta cedendo contra-ataques demais aos adversários como testemunhamos em outras edições (ainda mais no 7x1 contra a Alemanha).
E aí, feras? Melhor um pouco menos de fantasia e um pouco mais de controle ou a torcida brasileira faz tanta questão assim de estrelinhas salvadoras da pátria?

