Brasil na Copa: daqui a pouco o pega é contra os Kamikazes

Publicada em: 29/06/2026 13:20 -

Imagem: Brian Berlin. Licença: Creative Commons BY-SA
Reportagem: Mario Gazzola

A brasucada já está esquentando os pandeiros para iluminar o terreiro, e a torcida quer mais é ver o esquadrão sambar na cara dos samurais! Mas é bom lembrar que os caras são ninjas e podem surpreender... Afinal, fizeram ótima campanha na fase de grupos: não perderam nenhum jogo (nem para os líderes do grupo) e ainda venceram uma partida por goleada.

O time do Don Carletto entra em campo com: Alisson no gol; Douglas Santos e Danilo pelas laterais; Gabriel Magalhães e o capitão Marquinhos na zaga; trio de meio campistas contando com Paquetá, Casemiro e Bruno Guimarães; e trio de ataque com Vinícius Júnior, Matheus Cunha e Rayan, esquema 433.

Já a equipe do Hajime Moriyasu traz: o goleiro Suzuki; um trio de defensores contando com Tomiyasu, Taniguchi e Hiroki Ito; pelas laterais, o capitão Doan e Nakamura; uma dupla de volantes com Sano e Kamada; os meia-atacantes Junya Ito e Maeda; e o atacante Ueda, optando por um esquema 361.

Nas últimas partidas, as atuações de Vinícius Jr. mostraram que o cara é uma máquina de criatividade: não apenas ele jogou bem como produziu diretamente os lances que entregaram os resultados. Desequilibrou geral no mano a mano, criou superioridade pelos flancos e atraiu marcação pesada que criava espaços para os colegas. E tem jogado consistente numa equipe que tem demonstrado que ele não é zap seco nesse truco!

E os adversários tem dois caras pra ficar de olho senão a maionese desanda: Kamada e Maeda. O primeiro é o cérebro do time: extremamente inteligente, tem liberdade pra avançar pra encontrar espaços entre as linhas e criar oportunidades bravas; o segundo tira a paz de qualquer defesa: joga com intensidade, articula muito e pressiona do primeiro ao último apito se vacilar.

Sem tapar sol com a peneira, há muitos ex-jogadores experientes céticos com a seleção, dizendo que o time ainda não foi testado por seleções com favoritismo. Acertar as expectativas pode fazer bem, aliviar a pressão, evitar o salto-alto e conter o excesso de euforia da torcida pra diminuir a frustração em caso de tropeço. Mas há motivos para acreditar porque a equipe tem demonstrado mais organização, transições mais rápidas e táticas de pressão mais coordenadas em jogo do que anteriormente.

O primeiro teste é logo mais, às 14h00 nos ponteiros da candanga. Fogo na bola!

 

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