Imagem: Giampaolo Pezzoni. Licença: Creative Commons BY-SA
Cobertura: Mario Gazzola
Pensa num segundo tempo amarrado, difícil. Foi um exponencial disso! Mas o Brasil conquistou a superação: Casemiro pode até não ter feito o melhor primeiro tempo da vida, mas foi quem asfaltou a estrada até a virada com gol de empate aos 56 minutos, com uma forcinha do Gabriel Magalhães.
Com o susto, um Japão que já tava jogando fechado aprontou um catenaccio: a retranca tava tão braba que o Brasil não achava espaço para tocar bola. Até que o Vini Jr. fez uma jogada brilhante (e várias depois) e a virada quase veio, mas teve defesaça do goleirão Suzuki com ajuda do pau esquerdo. E os japas não pegaram leve e também partiram pro tudo ou nada: teve bomba à sinistra do Ueda, felizmente com defesaça do Alisson.
A puxada letal no cabo de guerra veio no finalzinho, com golaço do Gabriel Martinelli recebendo assistência do Bruno Guimarães, chutando do meio da área. O estádio veio abaixo, com gritos de euforia da torcida daqueles pra derrubar o muro de Jericó uma segunda vez!
E o juizão ainda testou os corações brasucas nas arquibancadas e aqueles acompanhando nas transmissões: deu seis minutos de acréscimo, fingiu que perdeu o apito na cueca e segurou partida até pra lá dos 100 minutos.
Homem do jogo? Casemiro. Muralha da partida? Suzuki. E canarinhos nas oitavas.

