Imagem: Giampaolo Pezzoni. Licença: Creative Commons BY-SA
Reportagem: Mario Gazzola
Na cidade de São Joaquim, município da Serra Catarinense com 25.939 habitantes segundo o último Censo IBGE, a rede municipal de ensino tem fornecido cerca de 5.000 refeições aos seus estudantes diariamente.
Entretanto, o destaque tem menos a ver com estatísticas e mais com o lado qualitativo e estrutural nos bastidores do fornecimento: o município investiu no Departamento de Distribuição da Merenda Escolar e Almoxarifado, infraestrutura implantada para armazenamento, organização e distribuição dos estoques sob melhores condições, bem como na renovação da frota para o transporte, buscando eficiência logística.
A preocupação com a qualidade e frescor dos produtos também impulsionou a economia e agricultura local, com investimento superior a 40% na Agricultura Familiar das verbas reservadas à compra dos alimentos. O piso estipulado no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) é de 30% em destinação.
O município também tem buscado assegurar a promoção de saúde e segurança alimentar estudantil através de equipes que monitoram a composição de cardápios, checam a qualidade dos alimentos e mantêm as equipes de cozinha orientadas, visando o bem-estar dos alunos e promover bons hábitos de alimentação.
Diante dos resultados alcançados, fica o questionamento: como ampliar iniciativas semelhantes para outros municípios da Serra Catarinense, respeitando as realidades locais e fortalecendo ainda mais a relação entre alimentação escolar, agricultura familiar e desenvolvimento regional? Quais caminhos podem permitir que investimentos em infraestrutura e logística se tornem uma realidade cada vez mais presente nas redes municipais de ensino?
O debate está aberto. Ideias, sugestões e foco em soluções são essenciais.

