Chapecó: modelo de educação integral amplia atividades escolares

Publicada em: 06/07/2026 15:50 -

Imagem: Giampaolo Pezzoni. Licença: Creative Commons BY-SA
Reportagem: Mario Gazzola

Em diferentes bairros de Chapecó, estudantes da rede municipal passaram a ter uma rotina que vai além das disciplinas tradicionais. Robótica, música, esportes, artes visuais, educação ambiental e projetos de inovação fazem parte das atividades desenvolvidas dentro de uma proposta de educação integral.

A iniciativa acompanha uma discussão que vem ganhando espaço em diversas regiões do país: o papel da escola como ambiente de formação ampliada integrando aprendizagem, convivência social, cultura e desenvolvimento humano.

Segundo dados da Secretaria Municipal de Educação, Chapecó possui atualmente 85 instituições educacionais na rede municipal e mais de 2.600 estudantes atendidos em programas de educação integral. A cidade também mantém dois Centros Tecnológicos de Inovação, Educação e Esporte em funcionamento e outro em fase final de construção.

Além do aumento do tempo de permanência na escola, a proposta busca diversificar as experiências oferecidas aos alunos. Entre as atividades, estão: práticas esportivas, investigação científica, jogos matemáticos, dança e expressão corporal, desenvolvimento socioemocional e tecnologia aplicada à educação.

De acordo com dados apresentados pela administração municipal, os acompanhamentos pedagógicos indicam crescimento nos índices de aprendizagem. Especialistas em educação apontam que modelos de educação integral vem sendo observados como estratégias capazes de fortalecer vínculos comunitários, ampliar oportunidades e oferecer suporte complementar ao desenvolvimento dos estudantes, especialmente em regiões urbanas em expansão.

Ao mesmo tempo, educadores ressaltam que iniciativas desse tipo exigem formação de profissionais e manutenção de estrutura adequada, para que os resultados possam ser sustentados ao longo do tempo.

Experiências desenvolvidas em municípios do Oeste Catarinense também ajudam a ampliar o debate regional sobre políticas educacionais voltadas à permanência estendida dos estudantes nas escolas. Mais do que reproduzir modelos prontos, a avaliação de profissionais da área e gestores é de que cada realidade local pode adaptar iniciativas conforme suas características sociais, culturais e territoriais.

Nesse cenário, a educação integral passa a ser discutida não apenas como ampliação de carga horária escolar, mas como uma possibilidade de estender o acesso de crianças e adolescentes a experiências de aprendizagem, convivência e participação social.

 

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