Imagem: Ludovic Péron. Licença: Creative Commons BY-SA
Reportagem: Mario Gazzola
Jogo friamente calculado. Poucas chances claras. Equipes muito parelhas. E um gol decisivo quando dificilmente seria possível uma reação e empatar pra estender o jogo. CR7 tava mais pra zap seco do que protagonista: não jogou mal, só teve pouca influência na partida. Os Toureiros trancaram demais os espaços e os Lusitanos não puderam criar muita coisa. O Cris passou o jogo cercado, sem condições de finalizar as redondas que recebia.
O time do Luís de la Fuente teve mais controle de posse, mas não empilhou chances. Os tugas do Roberto Martínez trancaram o ferrolho e ameaçaram em algumas transições. Clássico tenso, cheio de estratégias, meio burocrático até. E apenas pra lá dos 90 minutos que o Mikel Merino, que entrou no lugar do Dani Olmo, decidiu a parada com uma tacada de mestre e uma ajuda do Ferrán Torres, que também foi a campo na segunda etapa, no lugar do Baena.
O peso emocional dessa disputa deu com os dois pés no peito do Cristiano Ronaldo: era a última chance de um dos maiores cracaços do mundo futebolístico levar a taça pra casa, e ele já tinha cantado a bola sobre esta ser a última copa que disputaria. Agora, já elvis: a trajetória do CR7 na seleção tem uma eliminação como capítulo final.
Espanha 1x0 pra cima de Portugal. Mikel Merino homem do jogo. Pouca coisa pro Anthony Taylor apitar.

