Copa do Mundo: Deschamps e seus atletas seguem avançando
Imagem: YantsImages (sic). Licença: CC BY-SA
Reportagem: Mario Gazzola
Ontem a França jogou contra o Marrocos. Era uma partida amarrada, marcação mais fechada que um cofre de banco dos dois lados. A primeira chance foi num pênalti, aos 25 minutos, quando Mazraoui derrubou Mbappé na área. Correu muita areia ampulheta abaixo e mais uma porção de ajeitadas na bola até o juizão autorizar a cobrança. Mbappé cobrou sem concentração e o goleirão Bono agarrou sem soltar. Placar ainda virgem.
O primeiro gol só saiu aos 60 minutos: Kylian Mbappé recebe passe de Desiré Doué e chuta de pé direito do lado esquerdo pra acertar o ângulo superior direito do goleirão Bono. Seis minutos depois, a França amplia a vantagem com um gol de Ousmane Dembélé, recebendo assistência do Mbappé e mandando a tijolada de fora da área.
E assim, os Gauleses seguram o placar até o final e superam aos Bérberes, avançando para as semi-finais. O favoritismo é escancarado: constrói jogadas sólidas desde a saída de bola; possui motores criativos, em especial o habilidoso Michael Olise; e total fluidez ofensiva, com destaque óbvio para Mbappé e Dembélé.
Nem por isso é uma seleção perfeita, e pode tropeçar se: os adversários estudarem (e aplicarem) como explorar o espaço pelas laterais deixado por recomposições lentas; se ficar desfalcada, e ontem tiveram que substituir o Mbappé sentindo o tornozelo após uma cacetada; e o excesso de ego que, se ficar fora de controle, tem tudo para gerar picuinhas e sujeitos fominhas. Aliás, vaidade sempre foi historicamente o maior problema dessa seleção. Que o digam os fiascos de 1993 e 2002, a greve de Knysna em 2010, as Euros de 2008 e 2021 e o cocuruto do Zidane em 2006.



Comentários