Imagem: Nielson Salmerón. Licença: CC BY
Reportagem: Mario Gazzola
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) disponibilizou o resultado da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos referente ao último mês de junho, contendo o custo e variação dos preços nas 27 capitais brasileiras. Florianópolis tem a quarta cesta mais cara do país: R$ 918,42.
A cesta mais cara do Brasil, segundo o órgão, é a de São Paulo: R$ 965,47 para adquirir o mínimo por lei necessário ao sustento de uma pessoa. Aracaju tem a cesta mais barata do país, custando R$ 630,40. A capital com a maior variação mensal foi Boa Vista, com alta de 3,28% - a maior queda foi de -3,97% em João Pessoa.
A alta na capital catarinense foi de 0,55% em relação a maio, mas o acumulado de 2026 é de 14,62%. Entre os itens que mais pressionaram o orçamento das famílias está o feijão preto (alta de 9,79%), a carne bovina (subiu 1,79%) e o arroz agulhinha (alta de 1,57%). O estudo mostra ainda o impacto da alimentação básica sobre a remuneração: na capital, o preço compromete 61,25% do salário mínimo líquido, e exige 124h39m de trabalho.
Embora a alta do feijão preto tenha sido considerável de um mês para o outro, o produto não foi o maior "vilão" no acumulado deste ano: do começo de 2026 para cá, o produto aumentou 27,70% - já o tomate ficou 139,22% mais caro e a batata subiu 119,91% no mesmo período. Porém, o café em pó caiu -12,08% e o óleo de soja recuou -9,47%.
O levantamento oficial contempla apenas as capitais brasileiras, mas as diferenças observadas entre as regiões ajudam a ilustrar uma realidade que também se reflete no interior de cada Estado.
Dados: DIEESE

