Copa do Mundo: argentinos dançaram no último tango e o bicampeonato é sabor paella
Imagem: Klearchos Kapoutsis (adaptação). Licença: CC BY
Cobertura: Mario Gazzola
Depois do DJ soltar o Kuduro, o árbitro autorizou a prorrogação. Argentina em desvantagem, com um jogador a menos e a Espanha se torna favorita automática, num jogo onde parecia ter apenas Fúria Vermelha em campo.
Com 92 minutos, Martínez segurou outra pancada - desta vez, do Nico Williams, de cabeça. Aos 95, quase que a Espanha desencanta: o goleirão defende a primeira que faz tchan, ele solta a que faz tchum, vai parar nos pés do Williams e o juizão apitou depois da entrada da redonda na caixa. Gol invalidado. Mas se bem que foi um karma merecido para uma seleção com tanto domínio de bola quanto cu doce pra chacoalhar a tarrafa.
Aos 102, Mikel Merino cabeceia pra fora. Aos 105, Nico Williams cabeceia a bola para trás em posição legal, encontra o Ferrán Torres e sai golaço, com o Martínez sem poder fazer nada no lance. E quase que sai a doppietta espanhola com 113 minutos de jogo, mas tava impedido desta vez o mesmo Ferrán Torres.
Aos 115, uma jogada individual genial do Williams, mas deu uma furadona e não ampliou. Aos 116, Messi nocauteou o Merino com o pombo-sem-asa que ele tentou mandar pra rede do Unai, sem querer. Ele seguiu no jogo, logo após beber uma água e parar de rodar passarinho em volta da cabeça.
Com 119 minutos, Cubarsí evitou o gol de empate. Depois, uma sequência de escanteios terminou com Simeone isolando a finalização: deve ter ido parar lá no estacionamento. E podia ter acontecido outra chance para a Argentina, mas o Tagliafico caga o pau feio, numa falta sem bola contra o adversário. Os Alvicelestes até tiveram direito a um suspiro final, mas não deu: o "gato de sete vidas" tomou a vassourada. Espanha bicampeã!!!
Dibu Martínez foi indiscutivelmente o homem do jogo: o volume de defesas dessa fortaleza de aço é considerado o maior de todos os tempos em uma final de Copa. Tudo o que o Messi não conseguiu fazer a favor de sua seleção na área adversária, o guardião da rede alviceleste fez. Deu tudo de si.
E ainda que o placar tenha sido magérrimo (1x0), a Espanha conquistou o bicampeonato controlando a partida de ponta a ponta, jogando com o sangue frio e inteligência que resultaram em troféu.




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