Imagem: Dmitri Sadovnikov. Licença: Creative Commons BY-SA
Reportagem: Mario Gazzola
A seleção da Tunísia estreou na Copa do Mundo tomando uma coça da Suécia por 5x1 e sobrou para o técnico Sabri Lamouchi, que foi para o olho da rua e trocado por Hervé Renard, da França. Não teve conversa: a Federação Tunisiana exonerou o comandante momentos depois do guascaço em campo.
O retrospecto realmente não tava legal: em cinco jogos, a seleção conquistou apenas uma vitória (contra o Haiti, em amistoso), obteve um empate e sofreu três derrotas. O cara tá numa fase pra lá de ruim: antes de ser nomeado técnico dos cartagineses, ele havia atuado pelos times sauditas Al-Riyadh e pelo Al-Diriyah - e terminou demitido pelos dois clubes. Salvou os galeses do rebaixamento quando foi técnico do Cardiff City, mas o clube não teve interesse pela sua permanência.
Um dos piores retrospectos foi na passagem pelo Nottingham Forest: sob seu comando, o clube foi desclassificado da Carabao por um Barnsley que mal tinha se safado do rebaixamento no ano anterior; depois, nos onze primeiros jogos da temporada seguinte pela liga, o time sofreu cinco derrotas e não venceu nenhum jogo. Mas a carreira do Lamouchi também possui momentos de glória: foi campeão da Copa da Coroa do Príncipe pelo El-Jaish, do Catar, em 2016; e classificou o Rennes para a Europa League em 2017.
Hervé Renard, por sua vez, conquistou um Campeonato Africano das Nações em 2012 e a COFASA Cup em 2013 quando foi técnico da Zâmbia, e sagrou-se bi-campeão do Campeonato Africano das Nações em 2015 comandando a seleção da Costa do Marfim. Chances são que a dança das cadeiras tem tudo para surtir efeito.

