NASA: chances de queda do Bennu são baixas e ainda distantes
Imagem: NASA. Licença: CC0 Public Domain
Reportagem: Mario Gazzola
O asteroide Bennu (na foto) não está previsto para cair na Terra em curto prazo: o que existe é uma minúscula possibilidade estatística de impacto em uma data específica mais de um século adiante.
Os dados mais recentes da National Aeronautics and Space Administration (NASA) apontam que: a data de maior probabilidade é 24 de setembro de 2182; a chance de impacto é de aproximadamente 1 em 2700 (cerca de 0,037% de chance); e que se consideradas todas as possíveis aproximações até o ano de 2300, a probabilidade acumulada é de aproximadamente 1 em 1750 (0,057% de chance).
Ou seja: a chance do impacto acontecer, além de distante da atualidade, é considerada muito baixa. Em termos práticos, pode-se afirmar que a chance do impacto NÃO ACONTECER é de 99,963% mesmo na data mais crítica.
Um impacto deste asteroide com a Terra, caso acontecesse, liberaria algo entre 1000 e 1400 megatons de energia, segundo estimativas da NASA e a depender da velocidade e do ângulo de impacto. Essa energia é comparável a explodir algo entre 20 e 24 bombas Tsar (a maior bomba nuclear já detonada), ou cerca de 80.000 bombas de Hiroshima.
E por maior que pareça a energia do impacto, ele ainda não causaria extinção como a dos dinossauros (o asteroide Chicxulub, que caiu na península de Yucatán, era 20 vezes maior que o Bennu), mas ainda seria um evento globalmente grave: dependendo do local da queda, haveria enorme devastação regional e grandes quantidades de poeira seriam lançadas na atmosfera, provocando resfriamento global e afetando a agricultura mundial e, mesmo se a queda acontecesse no Ponto Nemo, ainda formaria tsunamis.
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